Ministério Público acionou Valmir Climaco por comentários sexuais a mulheres em festa pública
Vídeo de março de 2022 levou o MPPA a ajuizar ação civil pública. O caso terminou em acordo de R$ 40 mil, campanha de enfrentamento à violência e carta de retratação.

Da repercussão do vídeo à retratação
Valmir Climaco publicou, em 20 de abril de 2022, uma carta de retratação pelas declarações sobre mulheres feitas durante uma festa em Itaituba. A divulgação foi noticiada por O Liberal no dia seguinte. Na manifestação, ele reconheceu o uso de linguagem inadequada e ofensiva, atribuiu as palavras a um momento de descontração e afirmou respeitar as mulheres. A carta veio depois de um acordo na Justiça para retratação e pagamento de R$ 40 mil.
O episódio e a resposta inicial do prefeito
O vídeo que deu origem à controvérsia foi associado a uma festa de 5 de março. Conforme a cobertura do UOL, Climaco aparece no palco, com um microfone, dirigindo comentários sexuais às mulheres presentes. Ouvido pelo portal em 7 de março, o então prefeito contestou a interpretação de suas palavras, disse que pretendia homenageá-las e atribuiu os comentários ao consumo de bebida. Também negou ser machista. Essa resposta inicial antecedeu o acordo e a carta de abril.
O que foi pactuado na ação civil
Segundo O Impacto, o acordo foi firmado em audiência virtual de conciliação em 6 de abril, no âmbito de ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Pará. Foram previstos R$ 40 mil em quatro parcelas destinadas ao Conselho Municipal de Direito das Mulheres de Itaituba, além de retratação nas redes sociais em até 30 dias. A notícia também registrou a obrigação de realizar, durante seis meses, uma campanha de enfrentamento à violência contra a mulher. Esses compromissos foram apresentados como termos da conciliação, sujeitos a acompanhamento do Ministério Público.
A distinção apontada pela defesa
Na cobertura de O Liberal de 12 de abril, o procurador municipal Diego Cajado esclareceu que a sentença homologou o acordo com o Ministério Público, sem julgamento de mérito. O advogado Matheus Azevedo afirmou à mesma publicação que o prazo ainda estava em curso e que os termos seriam cumpridos. O relato posterior da carta documenta a retratação pública. As páginas consultadas, porém, não apresentam comprovantes da quitação das parcelas nem um relatório final sobre a campanha prevista no acordo.
O caso no tempo
- 05/03/2022
Data atribuída ao evento na cobertura jornalística.
- 07/03/2022
UOL atualizou a reportagem com a resposta de Climaco.
- 06/04/2022
Audiência de conciliação, segundo O Impacto.
- 20/04/2022
Publicação da carta de retratação, noticiada por O Liberal.


