Pará é o segundo estado com mais focos de calor no início de setembro, aponta o Inpe
Monitoramento por satélite registrou 1.053 focos no estado entre 1º e 8 de setembro; Jacareacanga aparece entre os cinco municípios com mais registros na Amazônia.
O que os satélites registraram
Entre 1º e 8 de setembro de 2026, o Amazonas liderou o número de focos de calor no país, com 1.224 registros, seguido pelo Pará, com 1.053, de acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Na sequência aparecem Bahia, com 451 focos, Maranhão, com 422, e Mato Grosso, com 278. Entre os municípios com mais registros no período, Jacareacanga, no sudoeste do Pará, aparece na quinta posição, com 86 focos.
O acumulado do ano
Levantamento com base nos dados do Inpe até 12 de agosto apontava 3.112 focos de incêndio no Pará em 2026, o quinto maior número entre os estados brasileiros. O período entre agosto e outubro é historicamente o mais crítico na Amazônia, quando a estação seca reduz a umidade da vegetação.
Como interpretar o número
Foco de calor é uma detecção por satélite, não a medição da área queimada: um único incêndio extenso pode gerar vários focos, e nuvens podem impedir o registro. As duas informações são publicadas em séries distintas pelo Inpe. O boletim Infoqueima de junho de 2026 já indicava aumento do risco meteorológico de fogo em relação à média histórica de 2001 a 2025 no sudeste do Pará, no sul do Amazonas, em Rondônia e na região do Matopiba, associado à redução das chuvas.
Contexto e alcance da informação
Os números são de detecção por satélite de referência e são revisados pelo próprio Inpe. Comparações entre estados devem considerar diferenças de extensão territorial e de cobertura de nuvens no período.

